Na China dos grandes números, a EXPO 2010, que acontece em Xangai, é sinônimo de gigantismo e novas tendências. E o pavilhão do Brasil, que recebeu grande destaque na cobertura do evento, reflete esta simbiose entre vanguarda e grandiosidade, que faz de cada EXPO uma referência histórica para a evolução da arquitetura e do design internacional.
Foi o que apresentaram o arquiteto Fernando Brandão, autor do projeto do pavilhão brasileiro em Xangai, e o curador Marcelo Dantas, no primeiro dia do Bate-Papo AsBEA & Casa Nova, nesta segunda (05), em Florianópolis.
"O Brasil sempre teve tradição na EXPO e desta vez acredito que estamos com a representação mais relevante de todas", definiu Brandão.
Ele criou uma marca - as aspas ao contrário que remetem ao abraço de nosso maior símbolo, o Cristo Redentor, que definiram a geometria do pavilhão - e um lema, "cidades pulsantes", para mostrar o universo multiétnico, e para muitos quase inexplicável, que caracteriza o brasileiro.
"Quando me deparei com o projeto, vi que o grande argumento seria o nosso povo, a nossa gente. A primeira coisa foi esquecer a língua, a preocupação em traduzir. Acharmos que o Pelé faria sentido para eles seria pretensão nossa. Havia um abismo cultural", explica Dantas, responsável pelo conteúdo do estande brasileiro e criador do pavilhão de Porto Alegre, que ao lado de São Paulo teve participação especial na EXPO 2010.
O evento, que termina em 31 de outubro, deve receber 70 milhões de visitantes de todo o planeta.
O bate-papo na Mostra Casa Nova vai até a próxima quinta-feira (08) e é realizado pela Associação dos Escritórios de Arquitetura de Santa Catarina (AsBEA/SC), tem a curadoria dos arquitetos Giovani Bonetti e Abreu Junior e conta com o patrocínio da empresa catarinense de móveis planejados Formaplas com seus parceiros Blum, Falmec/Smeg e Cinex.